TV Record – Jornal Fala Brasil – Série: dor de cabeça
Segundo o relato da paciente Deliena, nervosismo e preocupações desencadeiamas suas crises de enxaqueca. Depois de um ano de terapia cognitivo-comportamental, ela aprendeu que a preocupação excessiva não resolvia todos os problemas. E as crises de dores de cabeça pioravam quando a ansiedade era maior. Ao invés do uso excessivo de analgésicos (que pode levar a mais crises), técnicas podem ser aprendidas para controlar as dores de cabeça, como técnicas de relaxamento, por exemplo, segundo a psicóloga Juliane Mercante.
A dra.Juliane Mercante avaliou 60 indivíduos, 30 com transtorno de ansiedade generalizada. Homens e mulheres, ansiosos, preocupados excessivamente, inquietos, irritados, tensos, cansados, com dificuldade de concentração, perturbação do sono. A pesquisa foi desenvolvida no Ambulatório de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. O estudo mostrou que as pessoas ansiosas tem uma chance 7 vezes maior de desenvolver algum tipo de dor de cabeça do que as pessoas “normais”. E os ansiosos tem uma chance 13 vezes maior de desenvolver enxaqueca. 87% dos indivíduos com transtorno de ansiedade generalizada apresentaram algum diagnóstico de cefaléia, principalmente enxaqueca (67%).
Os ansiosos apresentaram crises de dor de cabeça mais freqüentes, mais intensas e mais longas. E também mais sintomas depressivos, de fadiga, faltam mais ao trabalho e se vão, o desempenho é pior. Vão menos a reuniões sociais. Utilizam mais serviços de saúde, consultas médicas, exames e pronto-socorro. Tem pior qualidade de vida (aspectos sociais, emocionais, físicos, vitalidade, etc). E apresentam um consumo maior de analgésicos.
Ficar ansioso em alguns momentos da vida é normal, cada um deve saber o próprio limite e enxergar os sinais de que alguma coisa não vai bem. Se a ansiedade e seus sintomas físicos geram sofrimento significativo, preocupação excessiva, perturbações de sono, irritação, dificuldades de concentração, cansaço, inquietação, tensão muscular, prejuízos no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo, estas são pistas para tratar a ansiedade.
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