Transtorno de ansiedade generalizada: TAG
O TAG é o transtorno de ansiedade com maior prevalência na população. Provavelmente, as estimativas mais acuradas de prevalência ao longo da vida do TAG sejam de 5% por critérios do DSM-IV e 6,5% pelos do CID-10.
Até 25% dos transtornos de ansiedade apresenta TAG como diagnóstico principal ou comorbidade.
O TAG geralmente é primário nos casos de comorbidade com depressão maior, é um fator preditivo da depressão subseqüente e seu curso é independente da comorbidade.
Os primeiros sintomas do TAG, na maioria das vezes, se apresentam entre o final da adolescência e o começo da terceira década de vida, apesar de seu início poder ocorrer em qualquer fase da vida adulta.
O curso do TAG é crônico e recidivante em 27% dos casos, muitas vezes se estendendo para toda a vida. É caracterizado por flutuação da intensidade dos sintomas, alternando períodos de acalmia e de agravamento.
A comorbidade é muito comum em indivíduos com TAG, principalmente com transtorno depressivo maior, o que ocorre em 80% a 90% dos pacientes com TAG em serviços psiquiátricos.
Os indivíduos com TAG referem-se a uma preocupação excessiva e difícil de controlar. Relata preocupações ou “pressentimentos ruins” relacionados a trabalho, família, situação financeira e saúde. O foco do medo geralmente está na possibilidade de um familiar sofrer um acidente, de ser demitido do emprego, de passar por dificuldades financeiras ou relativas à própria saúde, apesar de não haver evidências realistas proporcionais à situação temida. Outra característica importante do TAG é a incapacidade do indivíduo de controlar suas preocupações, fazendo com que elas interfiram na atenção a tarefas que precisam ser realizadas. Raramente identificam suas preocupações como excessivas, mas relatam sofrimento significativo devido à expectativa apreensiva e prejuízo no desempenho social ou ocupacional.
O TAG caracteriza-se também pela manifestação de sintomas somáticos, com múltiplas queixas físicas como fadiga, irritabilidade, tensão muscular, dificuldade de concentração, alterações autonômicas, sintomas cardiorrespiratórios e abdominais. A cefaléia muitas vezes está presente nos quadros de ansiedade prolongada, como no TAG, e é uma das manifestações de tensão muscular. Os pacientes freqüentemente procuram um clínico antes de buscar auxílio psiquiátrico.
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